Médicos de Petrolina recusam prazo e aprovam paralisação de advertência


Em Assembleia Geral Extraordinária (AGE), na sede do IGEPREV, na última terça-feira (16), os médicos da rede municipal de saúde de Petrolina recusaram por unanimidade o prazo de 03 de julho, para recebimento da contraproposta da Prefeitura de Petrolina e aprovaram indicativo de paralisação de advertência para o dia 13 de junho próximo.
A reunião, com participação expressiva de profissionais da rede ambulatorial e dos postos de Estratégia de Saúde da Família (ESF), foi comandada pelos diretores executivo e regional do Simepe, respectivamente, Walber Steffano e José Alberto Vieira Rosa. Durante o encontro, foram repassadas as informações da negociação da Campanha Salarial junto às secretárias de Saúde, Magnilde Cavalcanti e de Gestão Administrativa, Luiza Leão, ocorridas na tarde da segunda-feira (15).
Os médicos aprovaram também a proposta de encaminhamento de um novo ofício às secretárias municipais (Saúde e Administração) informando sobre o indicativo de paralisação a ser realizada no dia 13/06, com atividade na Praça do Bambuzinho, Centro de Petrolina, caso não haja uma reunião até o dia 12/06. O documento vai frisar que, ocorrendo o encontro entre o Simepe e gestão municipal, a categoria se reúne no dia 13, em nova AGE, no mesmo local para avaliar e deliberar os novos rumos do movimento.
Ainda na plenária, a categoria discutiu questões referentes às condições de trabalho e os impactos das reformas Trabalhista e da Previdência, em tramitação no Congresso Nacional. Ao fim do encontro, o diretor Executivo, Walber Steffano fez uma avaliação positiva: “Ressaltamos que, na AGE da terça-feira (16), os médicos de Petrolina demostraram participação, unidade e engajamento. Os médicos rejeitaram o prazo de 03 de julho, por considerar como um tempo extremamente longo para as negociar, uma vez que estamos discutindo com a gestão desde o inicio do ano, inclusive com os principais itens de reivindicações entregues aos gestores municipais em abril passado”, comentou Steffano. Segundo ele, foi apresentada uma proposta que inclui a valorização do trabalho médico e melhoramentos nas condições de trabalho e de assistência à população.
Na avaliação do diretor regional, José Alberto, a classe médica de Petrolina mostrou credibilidade e confiança ao Simepe, através de mobilização, conscientização e maturidade. “Estamos bastante defasados na assistência, nas condições de trabalho e nos salários dos profissionais de saúde, em relação às outras cidades de Pernambuco”. 

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