Vaquinha para apagar tatuagem de garoto torturado é golpe? Não é verdade!



Uma mensagem que tem sido bastante compartilhada nas redes sociais diz que a vaquinha organizada pela internet para remover da testa de um adolescente torturado no ABC a tatuagem "sou ladrão e vacilão" é golpe e que o organizador sumiu com o dinheiro. Não é verdade. 
Grupos contrários à doação do dinheiro para ajudar o adolescente têm divulgado notícias colocando em dúvida o destino do dinheiro coletado. Dizem que a família não autorizou a vaquinha e que os parentes deram uma entrevista para a CNN reafirmando isso. O grupo Afroguerrilha, organizador da vaquinha, diz que a família autorizou, sim, a vaquinha. Em entrevista ao G1, o tio do garoto confirma que a vaquinha foi autorizada. "Isso aí [que estão compartilhando] é falso. A gente conhece o rapaz [que fez a vaquinha]." O grupo, aliás, postou um boleto do total arrecadado (R$ 18.403,17) e se comprometeu a publicar a prova de transferência do dinheiro aos familiares do garoto, já que o valor só é liberado para saque 14 dias após a confirmação do pagamento. A vaquinha para ajudar o adolescente foi encerrada na noite de domingo (11) . A postagem, no entanto, continua lá – diferentemente do publicado no texto falso, que afirma que a publicação foi removida. O dinheiro deverá ser entregue via transferência bancária, assim que o dinheiro estiver disponível. "É impossível sequer sacarmos esse valor agora. Lembrando que o editor deste coletivo é vizinho da avó do garoto e a arrecadação só foi iniciada com autorização dela. Estamos conversando com o advogado da família para, assim que o valor estiver disponível, darmos transparência à transferência do dinheiro", diz o coordenador do coletivo. O rapaz de 17 anos teve a frase tatuada na testa na sexta-feira (9). Os agressores publicaram vídeo nas redes sociais e familiares procuraram a polícia. O adolescente estava desaparecido desde 31 de maio. Os dois homens foram presos no sábado, suspeitos de tortura. Na delegacia, os dois disseram que o adolescente havia tentado furtar uma bicicleta na região, que eles ficaram revoltados com isso e que "resolveram tatuar o mesmo como forma de punição". 

Segundo a Afroguerrilha, a família deverá usar o dinheiro para pagar a remoção. Caso o procedimento seja feito em hospital público ou gratuitamente por algumas das clínicas ou pela Prefeitura, que já se ofereceram para bancá-lo, ainda assim o dinheiro será destinado à família. Segundo o Afroguerrilha, a família do garoto é pobre e tem muitas outras necessidades, como as despesas médicas com o tratamento do rapaz e até o pagamento de necessidades básicas, como água e luz. Antes do desaparecimento, o jovem chegou a passar por acompanhamento de conselheiros tutelares no Centro de Apoio Psicossocial (Caps) de São Bernardo do Campo. Segundo a família, ele era usuário de drogas e sofre de problemas mentais. Durante o processo de arrecadação, usuários contrários à ajuda ao rapaz simularam doações para elevar o total arrecadado e desestimular novas doações. Por causa disso, o sistema chegou a mostrar a arrecadação de milhões, mas o valor é falso, porque não foi confirmado por depósito real. É ou não é?’, seção de fact-checking (checagem de fatos) do G1, tem como objetivo conferir os discursos de políticos e outras personalidades públicas e atestar a veracidade de notícias e informações espalhadas pelas redes sociais e pela web. Sugestões podem ser enviadas pelo VC no G1, pelo Fale Conosco ou pelo Whatsapp/Viber, no telefone (11) 94200-4444, com a hashtag #eounaoe (caso prefira, a hashtag pode ser enviada logo após a mensagem também!)

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