Médicos de Petrolina cruzam os braços, e reivindicam melhorias nas estruturas físicas das unidades e melhores condições de trabalho


Através de nota, o Sindicato dos Médicos de Pernambuco (SIMEPE) anunciou nesta terça-feira (25), uma paralisação de advertência nos serviços de saúde do município, que pode durar 72h. Prefeitura afirma está aberta ao diálogo.
A paralisação foi acordada, durante Assembleia Geral, no dia 11 de julho, quando a categoria rejeitou por unanimidade a contraproposta apresentada pela prefeitura. Segundo o grupo, a ação tem o objetivo de alertar aos gestores municipais sobre a necessidade de avanços referentes à pauta de reivindicações e suspende temporariamente os serviços eletivos e ambulatoriais da rede, mas sem alterações nos serviços de urgência e emergência – incluindo o Samu.
Cronograma da paralisação:
Um “abraço coletivo”, será feito na Unidade Básica de Saúde (UBS) de Bebedouro, localizada na zona rural. Segundo os grevistas, o posto foi alvo de uma fiscalização conjunta entre o Sindicato dos Médicos de Pernambuco (Simepe) e o Conselho Regional de Medicina (Cremepe), que constataram um local completamente abandonado e com os serviços funcionando em duas salas emprestadas.
Na quarta-feira (26), os médicos realizam a Campanha “Doando Sangue pela Saúde”, no Hemope de Petrolina. Na quinta-feira (27/07), os médicos realizam uma nova Assembleia Geral Extraordinária a partir das 10h, na sede do IGEPREV. Na oportunidade a categoria vai deliberar os próximos rumos do movimento.
Reivindicações:
Os médicos de Petrolina reivindicam melhorias nas estruturas físicas das unidades e melhores condições de trabalho, regularidade da assistência farmacêutica e abastecimento de insumos, política de referência para especialistas, bem como reivindicam reajuste salarial escalonado, plurianual, de forma que haja recomposição dos salários hoje praticados na cidade, que se encontram bastante defasados.

(Foto: Internet)

Em nota, prefeitura se coloca à disposição para as negociações; veja nota na íntegra:
“Com relação ao reajuste salarial, a prefeitura municipal de Petrolina informa que concedeu um reajuste de 6.29%, a ser implantado na folha do mês corrente das categorias de leis especificas dos servidores oriundos da Secretaria de Saúde, inclusive os médicos.  A proposta inicial, levando em consideração que esses servidores foram penalizados nos anos anteriores, seria de um reajuste de 5%, em cima do salário base, custeado com recursos próprios.
Após várias rodadas de negociações, o prefeito Miguel Coelho autorizou, mesmo em um cenário de dificuldade econômica, alterar o reajuste para 6.29%.  Mesmo diante de um quadro de dificuldade financeira e ausência de repasses dos programas federais para a viabilidade do aumento salarial dessas categorias, a gestão municipal resolveu assumir os custos do reajuste, a fim de que todos os servidores fossem contemplados.
Os médicos do município foram os únicos que não aceitaram a proposta do reajuste salarial. A prefeitura está aberta ao diálogo para resolver esse impasse e não prejudicar os serviços oferecidos a população.
Sobre as condições estruturais das unidades, a Secretaria de Saúde informa que assim que a gestão assumiu, foi realizado imediatamente um levantamento dos prédios da rede, identificando essa situação deixada pela gestão passada, a partir daí, foi solicitado um estudo com o setor de engenharia e os reparos iniciaram na última semana, seguindo um cronograma”.

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