Merendeiras fazem novo protesto na GRE de Petrolina e podem paralisar as atividades


As merendeiras da rede estadual de ensino realizaram um novo protesto na manhã desta sexta-feira, dia 15, em frente a Gerência Regional de Educação em Petrolina, depois de quatro meses de salários atrasados e muitos prejuízos acumulados. A categoria cobra uma solução da Secretaria Estadual de Educação.
O Presidente do Sindicato dos Prestadores de Serviços, João Soares, explicou que o sindicato está acompanhando a situação e tomando as medidas cabíveis para que o caso seja solucionado com agilidade. “Nós estamos com esse movimento porque desde maio estão com salários atrasados e essa história de dizer que falta documento não é verdade. Houve alguns pagamentos escolhendo a dedo um ou outro”, disse.
Ainda de acordo com ele, as merendeiras estão com a documentações regularizadas. “É desculpa. O estado assumiu quando a empresa saiu e só em agosto colocou uma nova empresa que está totalmente irregular. A empresa não deu os benefícios como vale-alimentação e transporte”, explicou. Ele explica que o Ministério do Trabalho foi acionado pelo sindicato e que um encontro está marcado para a tarde de hoje. Caso a situação perdure, segundo João Soares, a categoria vai determinar paralisação. “O estado tem que cumprir com as obrigações dele. Não é justo trabalhar dessa maneira”, ressaltou.
Em Petrolina, das 155 profissionais, cerca de 60 estão com os salários atrasados. O motivo seria a saída da empresa LÍBER, uma terceirizada, que deixou de atender as escolas de Petrolina no final de abril, ficando os salários de maio, junho e julho, sob a responsabilidade direta da Secretaria. Uma nova empresa, a Premius, foi contratada no mês de agosto, mas não fez nenhum pagamento, de acordo com João Soares.
Algumas merendeiras alegam que estão sofrendo pressão e ameaças por parte da gestão de algumas unidades de educação do estado. João Soares disse que tem ainda uma reunião agendada coma coordenadora da GRE de Petrolina, Anete Ferraz. “Disseram que o pagamento sairia ontem, mas não saiu. Vou encontrar com ela para saber o posicionamento”, disse.
Em nota, a Secretaria Estadual de Educação alegou que a grande maioria das merendeiras das escolas de Petrolina recebeu salário referente ao mês de maio. Entretanto, alguns desses profissionais tiveram problema na entrega da documentação, mas a equipe da Secretaria está empenhada em resolver esses casos, a fim de normalizar a situação. 
Gabriela Canário 

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