Pacientes transplantados em Petrolina reivindicam permanência de acompanhantes no TFD


O Tratamento Fora de Domicílio (TFD), que já é complicado para os pacientes que precisam ser assistidos em outras cidades, tornou-se um suplício para um grupo de quase 50 transplantados renais em Petrolina. Eles reclamam que a Secretaria Municipal de Saúde dispensou os acompanhantes desses transplantados, os quais realizam tratamento de hemodiálise no Recife (PE), conforme este Blog já havia divulgado.
A dona de casa Maria Eva de Souza Rodrigues é uma dessas pacientes. Há 3 anos e meio ela vai à capital pernambucana para ser acompanhada no seu tratamento. Maria Eva recebe, a exemplo dos demais, uma ajuda de custo de R$ 20,00. Além disso, tinha direito a acompanhante, que no caso é seu marido. Mas em outubro, quando deverá novamente retornar a Recife, terá de ir sozinha.
Ela disse que a médica responsável pelo TFD, alegando redução de custos, já adiantou que não haverá mais acompanhantes nas viagens dos pacientes.
Outra transplantada, Luciana Marques, também lamenta o fato. Há quase quatro anos de tratamento e com nove cirurgias, ela conta que ainda foi com acompanhante na última viagem ao Recife. Mas quando renovar seu laudo, perderá esse direito. “Estamos nos mobilizando para evitar quer aconteça o mesmo com os demais”, afirma. Além disso, Luciana conta que os pacientes ainda têm de enfrentar outro contratempo: os exames laboratoriais, antes feitos em Petrolina, agora estariam sendo realizados somente no Recife. “A gente sai de madrugada, fica numa fila para fazer o exame às 8h30. Muitas vezes dá certo, mas às vezes acontece do exame não ficar pronto. Aí a gente tem de esperar para o outro dia”, relata outro paciente.
MPPE
A prefeitura dispõe de uma casa no Recife, mantida com recursos municipais, para assistir os pacientes de Petrolina. Mas no caso deles, nem dá tempo disso, já que ficam a maior parte do tempo no hospital e retornam a Petrolina no mesmo dia. Uma das justificativas dos transplantados para levarem acompanhantes é justamente essa. “Não tenho condições de ir sozinha para o Recife. A gente passal mal dentro do ônibus, muitas vezes eu chego tonta”, informa Maria Eva. Além disso, pelas suas condições de saúde, eles alegam que podem contrair facilmente bactérias em contato com outras pessoas. Sem falar que, segundo eles, a casa está em reforma. Por isso eles garantem que vão levar o caso ao Ministério Público de Pernambuco (MPPE), para terem seu direito assegurado.
Sobre as críticas dos transplantados, a Secretaria Municipal de Saúde voltou a se posicionar sobre o assunto, por meio de sua assessoria. A nota de esclarecimento será postada pelas próximas horas.

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