Três crianças são investigadas em suposto envenenamento de professora em Pernambuco

IMAGEM DA INTERNET 

A Delegacia de Nazaré da Mata investiga o suposto envenenamento de uma professora de uma escola particular do município, localizado na Mata Norte de Pernambuco, ocorrido nessa quinta-feira (31).
Os suspeitos são três crianças – duas de 9 anos e uma terceira de 11 – que estudam na unidade de ensino. Para o delegado titular do caso, Rommel Ricardo, os alunos planejaram a ação, o que demonstraria um alto grau de periculosidade dos envolvidos.
A professora passou mal após beber uma água que supostamente foi envenenada pelos alunos. Ela foi socorrida com náusea e dores abdominais para o Hospital Regional Ermírio Coutinho e teve alta na mesma noite. Nesta sexta (1°), a mulher foi ouvida na delegacia do município.
“Ela nos confirmou que as crianças teriam colocado essa substância, que, até o momento, não sabemos se é veneno realmente. Estamos aguardando a confirmação com o IC [Instituto de Criminalística]”, disse. O próximo passo será ouvir os suspeitos.
Segundo o delegado, as investigações iniciais apontam que as duas crianças de 9 anos esperaram que a professora saísse da sala de aula e colocaram a substância na água que ela trouxe, enquanto a criança de 11 anos ficou vigiando na porta.
“Eles esperaram que ela bebesse, e ela passou mal logo em seguida. Dependendo do tipo e da quantidade da substância, podia levar a professora à morte. Isso demonstra um grau de periculosidade grande se for constatado que era realmente veneno”, comentou.
O delegado fez questão de destacar a idade dos suspeitos. “Eu friso isso porque elas deveriam estar preocupadas em brincar, deveriam estar ainda inocentes. Mas essa inocência vai até que ponto? Hoje nós vivemos numa sociedade avançada, e eu acho que o Estatuto da Criança e do Adolescente tem que ser revisto porque você não pode ter uma criança que arquiteta todo um plano desse, bem arquitetado, digno de um adulto, de que tem consciência do que está fazendo.”
Ao final das apurações, ele deve encaminhar o caso ao Ministério Público, que pode sugerir medidas assistenciais, a exemplo de acompanhamento psicológico para o menino.
Fonte FolhaPE

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