Ibama flagra crime ambiental em Petrolina e outras cidades do Sertão


Uma grande fiscalização do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis em Pernambuco (Ibama-PE) embargou um total de 425 hectares – mesmo número em campos de futebol – de área desmatada ilegalmente no Sertão pernambucano. Os agentes ambientais identificaram expressivas clareiras (espaços abertos em meio à vegetação) nos municípios de Petrolina, Afrânio, Bodocó e Serra Talhada, região onde prevalece o bioma Caatinga.
A ‘Operação Mandacaru’, que visa coibir a exploração e o desmatamento irregular do ecossistema, resultou na aplicação de 14 autos de infração que, juntos, somam uma multa de R$ 430 mil. A equipe ainda identificou desmatamento em Queimada Nova, no Piauí. A operação foi realizada nas última duas semanas.
De acordo com o chefe de fiscalização do Ibama-PE, Amaro Fernandes, a vistoria foi exitosa porque, diferentemente das anteriores, o órgão ambiental teve apoio de imagens captadas por satélites. O método inovador é utilizado em fiscalizações feitas na Amazônia e agora está sendo replicada para toda a Caatinga nordestina
As áreas que sofreram supressão, detalha Fernandes, serviam de grandes pastos para a criação de gado. Entre as apreensões, os agentes ambientais confiscaram 319 mourões (estacas mais grossas) de aroeira, espécie endêmica da Caatinga protegida por lei federal.
Extinção
Ameaçada de extinção, esse tipo de árvore atinge mais de 20 metros de altura e, por apresentar madeira resistente e alto valor comercial, é alvo de traficantes de madeira. Além da aroeira, outras espécies do bioma também são protegidas, como o cedro, angico, cumaru, jucá e o ipê. (fonte: FolhaPE foto: divulgação)

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