Incêndio já alcança 100 km de extensão em Pilão Arcado


Um incêndio que atinge a zona rural do município de Pilão Arcado, no Norte da Bahia, desde o dia 29 de setembro, já chega a 100 quilômetros de devastação. Segundo o delegado Anóbio Dionísio, que deve investigar se a causa do incêndio é criminoso, cerca de 80 homens (entre bombeiros e voluntários) trabalham no combate às chamas.
Foto: Divulgação
“Como não temos bombeiros (na cidade), vieram 20 homens do 9º Grupamento de Bombeiros Militar de Juazeiro, que fica aproximadamente 300 quilômetros daqui, além de voluntários e funcionários da prefeitura”, informou ele, na manhã desta quinta (19).
De acordo com Anóbio, o incêndio acontece às margens da BR-020, bem perto do limite com o estado do Piauí. As áreas mais afetadas foram os vilarejos de Mandarino, Anicente e Zé Lopes.
“Ali é uma região de serra e tem apenas um carro dos bombeiros para combater. Mesmo com o auxílio de carros pipas do município, não está dando conta (de apagar as chamas). Teria que ter o auxílio de alguma aeronave”, comentou.
O fogo consome a vegetação há aproximadamente 20 dias. “A maior perda está na fauna e na flora. Vários tatus foram encontrados mortos, além muitos animais caprinos e bovinos e sem contar as árvores da região”, desabafou ele, dizendo que o bioma é área de caatinga.
O prefeito de Pilão Arcado, Alfonso Mangueira, informou que “as chamas se alastraram muito mais neste último final de semana por causa dos ventos, mas, graças a Deus, ainda não atingiu nenhuma casa. O que perdemos foram muitos postes de fiação elétrica e áreas de plantio”.
Ele ainda contou que funcionários do Instituto do Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Inema) e do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) devem chegar na cidade ainda hoje.
“A última temporada de chuva na região foi entre os meses de fevereiro e março (deste ano). De lá para cá, é só seca”, disse o gestor municipal, acrescentando que solicitou “o apoio aéreo (da PM), porque tem áreas que os bombeiros não chegam, que são de difícil acesso”.
A reportagem tentou falar com o Corpo de Bombeiros, mas ninguém foi localizado para dar mais informações. A equipe também procurou a assessoria de comunicação da Polícia Militar, para saber se o Grupamento Aéreo (Graer) vai auxiliar no combate as chamas, mas o órgão informou que não há o registro do incêndio no sistema deles até o momento.  (A Tarde)

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