Vereador afirma que Julio Lossio “roubou Igeprev por oito anos” sob silêncio do Sindsemp


Ao contrário das críticas desferidas pela bancada de oposição na Casa Plínio Amorim, o vereador governista Ronaldo Cancão (PTB) disse que o projeto de lei do Executivo Municipal, propondo o reparcelamento das dívidas do Instituto de Gestão Previdenciária de Petrolina (Igeprev) foi feito às claras. Segundo Cancão, a ideia de renegociar o débito em 200 meses (ou 18 anos) não vai prejudicar os servidores. Pelo contrário. O objetivo da atual administração municipal é garantir o futuro da categoria.

O governista informou à imprensa ontem (2), na Casa Plínio Amorim, após a votação do projeto, que a atual dívida do Igeprev é de R$ 37 milhões – segundo ele, toda contraída na gestão do ex-prefeito Julio Lossio. Esse valor obriga o atual, Miguel Coelho (PSB), a desembolsar dos cofres públicos, mensalmente, em torno de R$ 500 mil. Com a repactuação, Miguel pagará R$ 200 mil a menos, sem juros ou acréscimos.
Mas o assunto rendeu uma forte polêmica durante a sessão plenária de ontem (2). Ao sair em defesa do projeto, Cancão afirmou que o governo passado “roubou o Igeprev por oito anos”, sob o silêncio do Sindicato dos Servidores Municipais de Petrolina (Sindsemp). O vereador lembrou o episódio referente à aplicação de R$ 1 milhão no fundo de investimentos Viaja Brasil/Grupo Marsans, do doleiro Alberto Yousseff – preso durante a Operação Lava-Jato, da Polícia Federal (PF).
Onde foi parar o R$ 1 milhão de Yousseff? no meu bolso é que não está. O Governo Julio Lossio roubou o Igeprev por oito anos. E o Sindsemp, porque não se manifestou durante esses oito anos em que Julio ficou sem repassar o dinheiro do Igeprev?”, cutucou o governista.
Presidente
Um dos presentes à sessão de ontem, o presidente do Sindsemp, Walber Lins, desafiou Cancão a apresentar provas que sustentem sua denúncia. “Qual o dinheiro do sindicato que foi roubado? Qual o dinheiro do Igeprev que foi desviado? Apresente dados, vereador”, disse Walber, à imprensa. Ele justificou ainda que se Cancão tinha conhecimento disso, à época, e se os Conselhos Deliberativo e Fiscal do Sindsemp desconheciam tal fato, ele deveria ter acionado o Ministério Público Federal (MPF). Walber reforçou também que os demais reparcelamentos de gestões municipais anteriores tiveram de passar obrigatoriamente pelos dois principais conselhos da entidade, o que não aconteceu com o projeto de Miguel, que foi imposto “de goela abaixo, sem nenhum diálogo”, declarou.
O líder da bancada de oposição, Paulo Valgueiro (PMDB), que na gestão passada fazia parte da equipe de Lossio, minimizou a denúncia de Cancão. De acordo com Valgueiro, vários institutos previdenciários que aplicaram em fundos de investimentos de Youssef “foram induzidos ao erro”. Ele explicou que esses investimentos fazem parte da meta atuarial determinada pela Previdência, mas admitiu que, de fato, houve um prejuízo. Ao mesmo tempo Valgueiro lembrou que Lossio, quando assumiu a prefeitura, encontrou o Igeprev com pouco mais de R$ 20 milhões, e entregou o instituto para seu sucessor Miguel, com mais de R$ 170 milhões. “Isso ninguém lembra”, concluiu.

Informações do Blog do Carlos Britto 

Compartilhe em seu

Postagens relacionadas

Indentifique-se e não seja vulgar!
Obrigado..