Ciganos suspeitos de envolvimento na morte de PM são identificados e procurados na Bahia


Os suspeitos de envolvimento na morte do policial militar, José Bonfim Lima, tiveram os nomes divulgados nesta terça-feira (21) e estão sendo procurados pela Polícia Civil, segundo informações do delegado que investiga o caso, Ailton José de Souza.
O crime ocorreu no dia 2 de novembro, na cidade de Jeremoabo, no norte da Bahia, após uma briga em um bar da cidade. Na ocasião, dois ciganos morreram. A polícia apura o que pode ter provocado a discussão.
Conforme disse o delegado, Jelson da Silva, o “Gelson Cigano“, os filhos dele, Bruno Jordão Matos da Silva e Rogério Matos da Silva, além de Cosme de Jesus Silva e Carlos Daniel dos Santos Lima, que não são ciganos, já estão com mandados de prisão temporária expedidos pela Justiça e são considerados foragidos.
Bruno Jordão Matos, filho de Jelson e outro suspeito de envolvimento na morte do PM no norte da Bahia (Foto: Divulgação/Polícia Civil)
Bruno Jordão Matos, filho de Jelson e outro suspeito de envolvimento na morte do PM no norte da Bahia (Foto: Divulgação/Polícia Civil)
De acordo com as investigações, o PM brigou no bar com os filhos de Jelson, que não estava no estabelecimento. Houve luta corporal e um dos homens tomou a arma do policial, fugindo em seguida. Portando uma segunda arma, José foi à casa de Jelsone dos filhos. No local, houve uma troca de tiros, que resultou na morte do soldado.
Parece que a arma do policial foi levada para que não houvesse disparos, mas também ninguém da família de Jelson procurou a polícia para entregar a arma. O PM então foi em casa, pegou outra arma e foi na casa do cigano, para reaver o revólver que foi levado. Ainda não sabemos o que houve por lá, só que teve troca de tiros, o que resultou na morte do PM“, disse o delegado Ailton José.
Na época do crime, a polícia informou que cinco ciganos foram presos e levados para a delegacia de Euclides da Cunha, na região. Contudo, o delegado informou que os ciganos presos não são os mesmos investigados e que foram ouvidos para que a polícia pudesse apurar se eles tinham relação com o crime, mas o envolvimento deles nesse caso não foi comprovada. O delegado não tinha detalhes se os ciganos continuavam presos.
Ailton José informou, ainda, que o inquérito instaurado para investigar a morte do PM, apura também os assassinatos dos ciganos Lwillys Messias da Silva e Donizete Alves da Silva. Um deles morreu durante confronto com o PM e o outro em confronto com a Polícia Militar, quando a guarnição iniciou as buscas após a morte de José Bonfim.
O PM que foi morto estava na corporação há 14 anos e deixou esposa e um filho. O sepultamento dele ocorreu no dia 4 de novembro, no Cemitério São João Batista, em Jeremoabo.
g1.globo.com/ba/bahia

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