Baixa vazão do Rio São Francisco pode trazer impactos ambientais para a região - Blog Petrolina em Destaque

10 de mar de 2018

Baixa vazão do Rio São Francisco pode trazer impactos ambientais para a região


O alerta é dos pesquisadores da Agência Municipal do Meio Ambiente (AMMA), de Petrolina (PE), que em parceria com a Marinha do Brasil, estão fazendo uma análise sobre os impactos que a baixa vazão no lago de Sobradinho, que atualmente é de 550 metros de água por segundo, pode ocasionar no Rio São Francisco.
A ação faz parte do Projeto Orla Nossa, desenvolvido pela Prefeitura de Petrolina.
Ao percorrerem todos os trechos da Orla I e II, as equipes perceberam a extensão dos impactos ambientais, com um menor volume de água sendo liberado na barragem de Sobradinho, que é maior reservatório do Nordeste. Segundo os técnicos, a baixa vazão afeta, principalmente, a navegabilidade no Velho Chico.
De acordo com diretor de Projetos da Agência Municipal do Meio Ambiente (AMMA), Victor Flores, quem navega pelo Velho Chico deve redobrar a atenção.
“Nossa análise visa, também, averiguar como está o assoreamento nessas áreas. Há locais no meio do Rio São Francisco que a profundidade chega a 50 cm. Quem navega por aqui, deve prestar mais atenção para riscos de acidentes, até que a vazão aumente”, alerta. Durante o período de estudos, uma das barcas que faz o transporte fluvial entre Petrolina e Juazeiro, encalhou próximo à parada de embarque e desembarque.
Pescadores e membros da equipe da Marinha tiveram que puxar a embarcação para que os passageiros pudessem descer.
O diagnóstico de profundida, juntamente com a pesquisa de qualidade de água, iniciada na semana passada, devem nortear as próximas ações do projeto.
Sobre o Orla Nossa
É um projeto de revitalização do Rio São Francisco que vem sendo desenvolvido desde o início da gestão, em 2016. Entre os trabalhos realizados pela Prefeitura de Petrolina, estão o estudo e a retirada das baronesas, a inserção de 35 mil alevinos e a operação que identificou e solucionou ligações clandestinas e tubulações que despejavam esgoto no rio.
O projeto agora está na fase de recuperação da mata ciliar degradada na extensão da Orla I, no processo de educação ambiental e de análise da qualidade da água.
Entre as parcerias firmadas, o programa conta com o auxílio do Instituto Federal do Sertão Pernambucano, 72º Batalhão de Infantaria Motorizada e a Codevasf e da Marinha do Brasil.

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