Ao ironizar investimentos da Compesa em ano eleitoral, Miguel Coelho dispara: “Petrolina não é besta” - Blog Petrolina em Destaque

24 de ago de 2018

Ao ironizar investimentos da Compesa em ano eleitoral, Miguel Coelho dispara: “Petrolina não é besta”


O desafio feito pelo presidente da Compesa, Roberto Tavares, em entrevista no Nossa Voz de julho deste ano, parece ter enraizado na memória do prefeito de Petrolina, Miguel Coelho (PSB). Tanto que, mais de um mês depois, a declaração ainda mereceu resposta do gestor municipal. No estúdio da Grande Rio FM, Tavares afirmou que se alguém encontrasse os R$ 38 milhões destinados a obra de conclusão das bacias do Dom Avelar e do Antônio Cassemiro, ele pedia demissão do cargo que ocupa. Ontem (22), em entrevista coletiva concedida durante o lançamento do programa Petrolina Cresce, Miguel Coelho parece ter cavado o pedido.
“Eu até devolvo a fala de Roberto Tavares, que é meu amigo e a quem eu tenho grande respeito, mas ele dizendo que se provassem que o dinheiro estava lá ele pedia demissão da Compesa... manda entrar no Portal da Transparência do Ministério das Cidades e veja se não tem um crédito aprovado de R$ 38 milhões. O dinheiro de fato não está na conta porque a Compesa não pediu. A Caixa não manda dinheiro sem você solicitar, mas o crédito está aprovado. Então, eu acho que a gente tem medir melhor as palavras”.
O prefeito de Petrolina também analisou os investimentos anunciados pela concessionária de implantação da Bacia do Jatobá que vão garantir o saneamento dos bairros Henrique Leite, Idalino Bezerra, Jatobá e Loteamento Geovana. “A ordem de serviço foi dada no São João de 2017, em junho e agora chegar no período eleitoral e dizer que obra vai andar é no mínimo um oportunismo inapropriado e Petrolina não é besta e a população não vai cair nessa. A Compesa não passa por dificuldade financeira, ela arrecada aqui em Petrolina R$ 9 milhões por mês. Dinheiro tem, o que falta é prioridade e compromisso da cidade com os bairros que hoje faltam com saneamento”.
Sobre as obras que a Compesa iniciou no bairro Pedro Raimundo, Miguel Coelho ainda as define como insuficientes diante do volume arrecadado na cidade. “Ano passado eu tive uma reunião com presidente Roberto Tavares e eles tinham assumido o compromisso de fazer 26 pequenos sistemas de saneamento das pequenas bacias que a Compesa chama. Acho que não fizeram cinco em dois anos, cinco ou seis. (…) Esse embate não adianta, ninguém ganha, nem a prefeitura e nem a Compesa, só quem perde é a cidade, a população. E é por isso que em vez de ficarmos brigando nas rádios e na imprensa a gente está fazendo a nova licitação vai ganhar quem for investir mais”, delimitou.
Fonte: Grande Rio FM

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