Moradores relatam drama com falta de água há dois meses no Henrique Leite: 'sofrimento' - Blog Petrolina em Destaque

8 de nov de 2018

Moradores relatam drama com falta de água há dois meses no Henrique Leite: 'sofrimento'


Diariamente, Antônio Carlos Barbosa, que é morador da Avenida 2, do Bairro Henrique Leite, Zona Leste de Petrolina, levanta às quatro horas da manhã na esperança de armazenar um pouco de água para a higiene pessoal, consumo e uso para as tarefas domésticas. Entretanto, há dois meses nada sai das torneiras. Neste mês, a conta de saneamento e abastecimento de água dele chegou no valor de 90 reais. “A conta de água nunca atrasa. A pessoa acorda de madrugada para ver se pega um pouquinho de água, mas não consegue. É um sofrimento”, afirmou.
Para o Rozivaldo Tavares, a situação não é diferente. Ele levanta todos os dias na madrugada, mas já não recorda a última vez que viu sair água pela torneira. Ele conta que enviou uma carta ao Ministério Público, mas que até hoje nada foi resolvido. Em contato com a Compesa, ele conta, as respostas são sempre as mesmas. “Eles dizem que é manutenção, mas o engraçado é que nos bairros vizinhos não falta água”, disse.
A falta do serviço tem até mesmo desestruturado o ambiente familiar. A Nara Carla, por exemplo, teve que deixar o sobrinho que cria, de apenas um ano e três meses, na casa da mãe dela que mora no Bairro Areia Branca. “Não tem mais condições de ter uma criança em casa”, desabafou. Ela conta que tem duas caixas d'água com capacidade de armazenamento de mil litros cada uma, “mas elas não enchem”. Ela desembolsará 68 reais na fatura desse mês “sem ter uma gota de água”.
Moradora da Rua 8, a Luzia Malaquias retirou a caixa d'água para manutenção desde a semana passada, “mas nunca caiu uma gota de água nela”. De lá para cá, os transtornos são cada vez maiores. “Não tem água para fazer higiene das crianças. A gente paga, a gente tem direito”, afirmou. De acordo com a mulher, até mesmo o atendimento na creche do Bairro está prejudicado. “As mães ficam com raiva porque vão buscar os filhos mais cedo, mas as professoras não têm como fazer nada. Não tem como fazer a higiene das crianças”, contou.
Por Gabriela Canário / Grande Rio FM 

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