Trukás voltam a ocupar a GRE em Petrolina: “Se não vai pagar para a gente não vai pagar pra ninguém” - Blog Petrolina em Destaque

8 de nov de 2018

Trukás voltam a ocupar a GRE em Petrolina: “Se não vai pagar para a gente não vai pagar pra ninguém”

Foto: Maria Akemi / Arquivo pessoal


Os índios Trukás, oriundos de Cabrobó, ocupam desde a noite desta quarta-feira (08) a Gerência Regional de Educação em Petrolina. Na manhã de hoje (09), manifestantes liberaram apenas a entrada de alguns funcionários para manutenção de serviços classificados como essenciais. As demais funções estão barradas, inclusive a liberação da folha de pagamento dos trabalhadores da educação na rede estadual que dependem da GRE petrolinense para receber seus pagamentos.
O cacique Neguinho Truká explicou a reportagem do Nossa Voz, que durante a última ocupação realizada em maio desse ano, foram prometidos o pagamento dos salários atrasados de funcionários das escolas indígenas e a quitação do débito com o transporte escolar. Nenhuma dessas pendências foram resolvidas, segundo a liderança. “Estivemos aqui em maio com este mesmo problema, atraso no pagamento de transporte e atraso nos salários de merendeiras, porteiros, auxiliares de serviços gerais. O governo pediu para a gente na época um prazo, estivemos aqui no dia 16 e ficou resolvido que até 21 de maio se resolvia, agora quase sete meses depois a gente volta com a mesma problemática. No transporte, por exemplo, temos menos de dois meses do ano letivo e temos quatro parcelas a serem pagas ainda. Duas parcelas em atraso e uma vence agora no dia 20. Os auxiliares de serviços gerais, porteiros, alguns  estão com salários em atraso sem receber inclusive os tíquetes de alimentação”
Neguinho ainda reforça as constantes dificuldades enfrentadas pela comunidade. “Na educação escolar indígena, anualmente, quando não enfrentamos problemas de transporte, enfrenta com salário de professor, com salário de outros trabalhadores, por falta de merendas. E a gente vem buscando junto a Secretaria de Educação, ao Governo do Estado uma solução que garanta a gente ao menos o básico para que a gente consiga um ano letivo com menos paradas”, destacou. Segundo Truká, em Cabrobó duas escolas dentro do território são mantidas pelo Governo de Pernambuco. No Estado, existem pelo menos 55 mil alunos indígenas. “Então todos estão passando por essa mesma dificuldade”, completou.
O cacique garante que a ocupação será mantida “Até se resolver o problema”, com garantias de continuidade das aulas pela normalização dos pagamentos. “A GRE está parada. Ficou acertado com a professora Anete que abriríamos para alguns funcionários para tocarem as coisas urgentes. O motivo da gente fechar é simples, o Governo do Estado não tem a Educação Escolar Indígena como parte do seu quadro. Eles agora, é absurdo dizer, afirmaram que não podem gerar uma via de pagamento da oitava parcela nossa porque é semana de pagamento da folga do Estado. Então a gente é sequer considerado trabalhador da Secretaria de Educação do Estado. Estamos aqui para dizer que se não vai pagar para a gente não vai pagar pra ninguém”, garantiu.(Grande Rio FM)

Um comentário:

  1. Lembrei_se que reelegeram o mesmo.Ganhariam mais se nao votassem

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