“Viado tem que morrer!”: Casal gay é vítima de homofobia e agressões físicas na Ilha do Fogo, em Juazeiro - Blog Petrolina em Destaque

7 de jan de 2019

“Viado tem que morrer!”: Casal gay é vítima de homofobia e agressões físicas na Ilha do Fogo, em Juazeiro



“Viado tem que morrer!”. Foi essa afirmação que um casal LGBT ouviu ao ser agredido na Ilha do Fogo, ponto turístico localizado entre os municípios de Juazeiro-BA e Petrolina-PE, no início da noite de sábado (05). Após ser insultado, o casal foi atacado por dois criminosos, quando deixavam a ilha.
Hoje (07), o portal Preto No Branco conversou com uma das vítimas, que ainda assustada, preferiu não se identificar. “Eu e meu namorado estávamos aproveitando um dia de lazer na ilha, como de costume. Já no momento em que estávamos indo embora, fomos surpreendidos por dois homens que nos agrediram usando um pedaço de madeira”, relatou.
Ele relatou ainda que ao questionar o motivo do ataque, ouviu que eles tinham que morrer por conta da orientação sexual. “Nós não sabemos se eles já estavam nos observando desde o momento em que estávamos na área do rio, ou se eles só nos viram na saída. Nós estávamos abraçados, como qualquer casal, e infelizmente eles se acharam no direito de nos atacar. Nós fomos vítimas de homofobia”.
A vítima contou ainda que as agressões só acabaram porque ele e o namorado conseguiram fugir. “Ninguém apareceu para nos socorrer, mas como já estava escuro, não vi se alguém percebeu o que estava acontecendo. Como já estávamos próximos ao portão de saída conseguimos correr e eles não vieram atrás da gente”.
As vítimas ficaram com marcas da violência pelo corpo. “Ainda estamos muito assustados e com medo. Poderia ter acontecido algo pior. Vamos prestar uma queixa na polícia e esperamos que algo seja feito, pois a ilha do fogo é muito frequentada pelo público LGBT, e ficamos preocupados com novos possíveis casos de agressão”.
Ainda de acordo com a vítima, no tempo em que esteve na Ilha do Fogo, não havia nenhum tipo de segurança municipal ou ronda policial no local. Atualmente a ilha está sob a responsabilidade da Prefeitura de Petrolina.
O PNB também conversou com o coordenador municipal da aliança nacional LGBT, Alzyr Anttonio Sá Brasileiro. Para ele, “A importância da denúncia é justamente para as autoridades e a sociedade estarem a par que a LGBTFOBIA é uma questão social grave, e que nós LGBTQI+ precisamos de segurança e de um olhar mais sensível da rede de segurança pública, pois muitos de nós temos medo de ir a uma delegacia e sofrer mais algum tipo de violência e discriminação. Não podemos nos calar, temos que denunciar e lutar pelos nossos direitos, segurança publica é direito de todos e dever do estado”.
Ele finalizou destacando a importância de falar sobre crimes de homofobia. “Além da denúncia outra coisa importante é publicizar o caso, através dessa publicidade podemos conscientizar as pessoas, pedir atenção e principalmente cobrar uma solução e não deixar que fique impune”, concluiu Alzyr.
O PNB encaminhou a denuncia da falta de segurança na ilha para a Prefeitura de Petrolina. A gestão informou que a Guarda Civil realiza rondas ostensivas frequentemente e está à disposição da população 24h. “Basta ser acionada pela Central de Operações no telefone 153”.

FONTE: Portal Preto no Branco / Texto Yonara Santos

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